E programa do Ratinho
O antigo programa do apresentador Carlos Massa, o Ratinho, e os telejornais "Cidade Alerta" e "Brasil Urgente", adotavam parâmetros sensacionalistas (oscilação entre punição e transgressão).
Isso ficava evidente quando os apresentadores se transformavam em "superego acessório", exigindo a punição e o castigo dos bandidos. Eles também eram "id personificado" ao mostrarem o bandido, ao exigirem que o bandido contasse como havia cometido o crime. Era como se o telespectador também se tornasse criminoso, por procuração, drenando exigências inconscientes (sobre "superego acessório" e "id personificado" ver o link "Psicanálise e Sensacionalismo").
O apresentador Carlos Massa fazia talvez o programa de TV mais velho do mundo. Ele usava recursos que a imprensa amarela de Nova York empregava no longínquo século 19: além de falsificar situações; de trabalhar com a pseudociência para explorar portadores de deficiência; inventar histórias e propor campanhas supostamente em defesa "do cidadão comum"; o programa do Ratinho ficava na corda bamba da transgressão e da punição (exemplo dessa afirmação eram os testes de DNA). O apresentador Ratinho atuava de maneira punitiva, quando chegava a usar um cassetete, agredindo fisicamente as pessoas; Ratinho oferecia a transgressão quando destacava situações sexuais.