Imprensa Amarela
O termo imprensa amarela remete ao ano de 1890 e aos jornais "World", editado por Joseph Pulitzer, e "Journal", de William Randolph Hearst. Essas duas publicações brigavam pela hegemonia do mercado nova-iorquino.
Para vender mais jornais, Pulitzer e Hearst abusavam das manchetes escandalosas, em corpo tipográfico largo; falsificavam entrevistas; baseavam-se na pseudociência para criar reportagens mirabolantes; inventavam histórias (a famosa "cascata", segundo o jargão jornalístico); e promoviam campanhas supostamente em defesa "do cidadão comum".
Curiosamente, os dois jornais concorrentes utilizavam pôsteres de uma história em quadrinhos, cujo principal personagem era "Yellow Kid" (Garoto Amarelo). Pintado de amarelo escandaloso, o Yellow Kid servia para divulgação das edições de domingo dos dois jornais. Daí veio o termo pejorativo "imprensa amarela", para designar aquele veículo de comunicação não necessariamente sério.
Já o termo "imprensa marrom" vem do francês e quer dizer atividade ilegal. Os primeiros jornais sensacionalistas franceses eram impressos sem licença. Seus idealizadores costumavam ser chamados de "imprimeur marron" (impressor ilegal). O termo "imprensa marrom" ainda é utilizado na França, para jornais sensacionalistas, e foi largamente empregado no Brasil também